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O que dizem os estudiosos sobre comunicação e temas relacionados?

Atualizado: 27 de mar. de 2023



O que dizem os estudiosos sobre comunicação e temas relacionados?


“Você deveria se dedicar aos estudos, como seu irmão.”
“As notas dele são excelentes e as suas, uma vergonha.”

Dan Greenburg, em seu livro , “Como ser um perfeito infeliz”, demonstra com humor o efeito nocivo sobre nós, de comparações realizadas com outras pessoas.


O lugar que cada um de nós ocupa, é diferente do lugar de todos os outros seres humanos. O próximo passo possível para nós, é diferente do próximo passo possível para qualquer outra pessoa. Nossa única referência, deve ser nós mesmos. O conjunto de nossas habilidades e dificuldades é exclusividade nossa. Somos seres complexos e qualquer tipo de comparação com os outros, é dolorosa e não traz benefícios.


Se for comparar você com alguém, compare você com você mesmo. Celebre seu progresso relacionando-o a sua própria referência no passado

Não se frustre por não conseguir alcançar o que o outro consegue.


Você pode conseguir alcances nunca imaginados quando se concentrar nas suas fortalezas e não nas dos outros!


Wendell Johnson, especialista em semântica afirma que :

“Nossa linguagem é um instrumento imperfeito criado por homens ignorantes que viveram a muito tempo…
... a desconexão de nosso mundo em constante mudança e nossa linguagem estática é parte do nosso problema.”

“Podemos criar muitos problemas usando uma linguagem estática para expressar ou captar uma realidade que muda constantemente.”


Precisamos estar atentos, para não rotular e classificar os outros. Comportamentos humanos, mudam o tempo inteiro e são reflexos de muitas variáveis que também estão em constante mudança. Afirmar que alguém é agressivo, desconsidera o fato de que uma atitude de agressividade observada em uma determinada situação, é provisória e não definitiva.


J Krishnamurti, filósofo indiano afirma que:

“Observar sem avaliar, é a forma mais elevada da inteligência humana.”
“Para a maioria das pessoas, é difícil fazer observações que estejam livres de julgamento, críticas e outras formas de análise.”

A observação livre de julgamento e opiniões, respeita a dinâmica dos acontecimentos e aumenta a receptividade das mensagens.


Observar sem julgar é difícil, mas nos leva a níveis de conexões profundas com o outro. Rollo May, pensador psicoanalista, afirma que:


“A pessoa madura, é capaz de diferenciar os sentimentos com muito mais nuances, experiências intensas e apaixonadas, ou delicadas e sensíveis como em diferentes passagens de uma sinfonia.”
"Para muitas pessoas os sentimentos são tão limitados como as notas de um toque de corneta.”

Não é fácil identificar e expressar nossos sentimento. Nossa educação não nos estimulou a fazer isso.


Fomos estimulados a anular nossos sentimentos e direcionar nossa atenção para padrões de comportamento pré-definidos.


“Homem que é homem não chora.”, é apenas um dos milhares exemplos de estímulos comuns nos diálogos pré-fabricados.


Nosso vocabulário, é rico em palavras que acusam e rotulam e nos falta palavras para expressar o que sentimos.


A história da comunicação, assim como a da aprendizagem, precisa mudar de rumo e favorecer melhores relações humanas.


Refletir sobre conversas que fazem parte do nosso dia a dia, e sobre a forma como podemos mudar nossa comunicação nessas conversas, é um excelente começo.








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